Posologia Poética
Tarja vermelha sem restrições
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Bom e neologicamente inspirativo
A todos aqueles que um dia me fizeram mal,
uns em maior, outros em menor grau,
brindo!
Graças a cada de um de vocês
Hoje sou melhor psiquiatra!
Tim-tim
E viu ela que foi bom (porque Deus já sabia, é claro).
E foi manhã e tarde daquele dia.
Livro dos Meus Recomeços Capítulo 1, versículo 1
sábado, 7 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Feliz 2012!
Essa experiência tão subjetiva e ao mesmo tempo tão concreta.
O meu tempo
O seu tempo
O tempo do outro
O tempo do meu corpo
O da minha alma
A inquietude
A recuperação
A pausa no que parecia contínuo
"Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu" *
" De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo, tempo, tempo, tempo
que eu espalhe benefícios
Tempo, tempo, tempo, tempo" **
* Eclesiastes 3:1
** Oração ao tempo - Maria Gadú ( Para ouver clique no vídeo ao lado)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Porque Natal é isso...
"Por cada ato de horror encontrávamos uma quantidade infinita de atos de amor."
Inês Pedrosa in “Fazes-me Falta”
... o maior ato de amor: incomparavelmente!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Preto no branco
"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e ,especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.
-Ana Jácomo
-Ana Jácomo
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Depois da seca, a Palavra Aguda
Descobri um site novo em uma entrevista da Cris Guerra ( de um site que já gosto há muito tempo: http://www.hojevouassim.com.br/): é o Palavra Aguda, que tem um objetivo parecido com o deste blog, o de compartilhar, no caso dele, literatura, trechos literários, trazendo um pouco de poesia ( no sentido poético da coisa....rsrsrs) para o nosso dia a dia.
Aí vai um texto que gostei muito e compartilho!
"Cuando deja uno de creer en sí mismo, deja de producir o de luchar, incluso de hacerse preguntas o de responderlas, siendo así que debería ocurrir lo contrario, ya que justo a partir de ese momento se está capacitado, libre de ataduras, para aprehender lo verdadero, para discernir lo que es real de lo que no lo es. Pero una vez agotada la creencia en el propio juego, en el propio destino, uno pierde la curiosidad por todo, incluso por la “verdad”, aunque se esté más cerca de ella que nunca.
E. M. Cioran, Del Incoveniente de haber nacido (Taurus)."
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
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